Notícias
10/05/2019
Especulações sobre o fim do Programa Minha Casa Minha Vida gera preocupações.
 
O programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida completou 10 anos este ano. Mas não tem muito o que comemorar. Devido as contas públicas deteriorarem nestes últimos anos, o Governo cortou verbas para a contratação de habitações para famílias mais pobres. Existe uma indefinição nas questões futuras do programa que está gerando uma apreensão no setor da construção de todo o país. 

     Com os cofres públicos comprometidos, o programa sofreu brusco corte na chamada Faixa 1, que constrói imóveis 100% subsidiados pela União e atende famílias de renda mais baixa, com rendimentos de até R$ 1,8 mil. Essas famílias recebem descontos de até 90% do valor do imóvel. O programa Minha Casa Minha Vida tem cerca de 5,5 milhões de unidades habitacionais contratadas, sendo que mais de 4 milhões já entregues em todo o país.

   As contratações de novas unidades sofrem um entrave neste ano de 2019, isso foi devido o Ministério das Cidades, gestor do programa, ser incorporado à pasta do Desenvolvimento Regional. Mas o que impactou com maior força foi o contingenciamento, cortes de verbas do governo para os três primeiros meses do ano para o programa.

     A proposta para liberação de orçamento para este ano é a menor desde a sua criação, somando R$ 4,6 bilhões. Esses recursos serão suficientes somente para dar continuidade as obras paradas e que estão em execução dos imóveis da faixa I. O Orçamento da União serão divididos em R$ 3,9 bilhões para pagar obras já contratadas na faixa 1 e R$ 900 milhões em subsídios para as outras faixas. Mas o programa pode enfrentar mais problemas, já que o governo anunciou o bloqueio de R$ 29,8 bilhões no Orçamento. 

      A sustentabilidade do programa depende também da capacidade do FGTS continuar provendo recursos. O fundo tem R$ 62 bilhões para aplicar em habitação popular neste ano. E a chance de haver suplementação em 2019 com verbas remanescentes do fundo, como ocorreu em anos anteriores, também é menor. Cogitar aumento de repasses exige que a economia cresça e gere empregos formais, o que pode aumentar as contribuições ao FGTS. 

      Em Chapecó foram mais de 11 mil apartamentos entregues através do Programa. Investidos mais de 1 bilhão de reais. Em andamento segundo a Plataforma de Habitação da Caixa Econômica Federal de Chapecó, existem hoje 230 famílias, que estão esperando a obra concretizar para morar. 

O EFEITO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

      O programa também é considerado essencial para o setor de construção civil. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que a construção das habitações entregues ao longo da existência do programa empregou 3,5 milhões de trabalhadores. 
O momento de indefinição com relação às metas do programa no governo preocupa o setor. “O programa foi criado em 2009 e até hoje atendeu mais de 11 mil famílias em Chapecó. Com os cortes previstos, haverá um déficit de 40% a 50% nos projetos da habitação. Serão mais de 600 famílias que deixam de ser atendidas por ano no município”, salienta o presidente do SINDUSCON Chapecó, Luiz Alberto Paludo.  
      O déficit habitacional do Brasil ainda é muito grande. Segundo uma pesquisa da Abrainc e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2017 o Brasil registrou um déficit habitacional de 7,8 milhões de domicílios. 
Conforme o superintendente da Caixa Econômica de Chapecó, Ruben Valter Grams, em reunião no mês passado, com o presidente do SINDUSCON Chapecó, Luiz Alberto Paludo, diretores e a vice Presidente da CBIC, Barbara Paludo, o programa Minha Casa Minha Vida só receberá recursos até o mês de agosto.  Ele adiantou que em julho acabam os recursos previstos para o programa.
     A CBIC, SINDUSCON e empresários da Construção Civil, acreditam em um possível ajuste no programa. “Não cremos no fim do programa. Até porque o Setor da construção não só é o maior gerador de empregos e renda, como um movimentador da economia.  Sem esse programa o país não tem como reduzir ou resolver o déficit habitacional”, salienta Barbara Paludo.
    O programa Minha Casa, atinge não somente pessoas sem residência. Ele atinge trabalhadores da área da Construção Civil, que geram renda a economia nacional. Pois estando empregado, esse trabalhador vai contribuir com o PIB das cidades. “O programa MCMV movimenta 70 % do mercado Imobiliário do País. Os recursos estão contingenciados parcialmente desde janeiro, e sem garantias para o segundo semestre precisamos unir esforços para evitar que isso aconteça”, afirma a vice presidente da CBIC, Barbara Paludo.
    Antes do Programa ser implantado mais de 80% das residências no país, das pessoas de baixa renda, eram feitas sem nenhuma legalidade, sem segurança, sem documentação. Mas oque está assustando empresários e trabalhadores da Construção Civil é a falta de definição sobre o futuro do programa e qual será a sua proporção no atual governo.
 
 
Fonte: Sinduscon Chapecó
Outras Notícias
08
04
Construtoras apostam em novo conceito de moradia para reaquecer o mercado imobiliário
[+] saiba mais
03
05
Governo libera R$ 800 milhões para o Minha Casa, Minha Vida
[+] saiba mais
13
05
Consumidor deve ficar atento na hora de comprar um imóvel
[+] saiba mais
07
06
Construtoras temem falta de dinheiro para Minha Casa Minha Vida com liberação de saques do FGTS
[+] saiba mais
 
Voltar
 
   
Principal
A Empresa
Notícias
Administração de Condomínios
Construções e Reformas
Incorporações
Loteamentos
Trabalhe Conosco
 
07 de Junho
Construtoras temem falta de dinheiro para Minha Casa Minha Vida com liberação de saques do FGTS
13 de Maio
Consumidor deve ficar atento na hora de comprar um imóvel
10 de Maio
Especulações sobre o fim do Programa Minha Casa Minha Vida gera preocupações.
03 de Maio
Governo libera R$ 800 milhões para o Minha Casa, Minha Vida
redesp_facebook.pngredesp_instagram.png
icone-whatsapp 1
 
 
 
Nespolo Negócios Imobiliários
CNPJ: 32.469.875/0001-23
CRECI/SC - 5355-J

Matriz - Chapecó - SC                                                                       CUB/SC Julho: R$1.897,11
Av. Fernando Machado, 593-D 
Ed. Trade Center / Sala 01
Centro, Chapecó - SC 
CEP 89802-110
Site para Imobiliarias
Site para Imobiliarias